Quem quer a Copa?

Pelo jeito, não o Grêmio.

Eu tinha dito que, com as atuações recentes, nem tricolores e nem colorados podiam se considerar amplos favoritos nos seus jogos de oitavas de final. Pois a esquadra portaluppista fez questão de ampliar este LEQUE de pensamento com uma atuação simplesmente pavorosa no jogo de ida contra a Universidad Católica, apesar de o resultado ainda não significar o fim dos sonhos molhados azuis com a terceira Copa. Da mesma maneira, o Vélez mostrou um futebol que ainda não tinha exibido (eu não VIRA nenhum jogo do Fortín até agora) nesta Libertadores.

Mas começando pelo começo.

Quando o Grêmio contratou o Renato no ano passado, no mesmo período em que o Inter se classificava para a final da Liber e o tricolor ia caindo pelas beiradas no Brasileiro, fui uma voz DISSONANTE entre amigos e colegas e apostei no sucesso dele. Porque o time que ele tinha em mãos era bom, com um senhor goleiro, meias competentes e um atacante enlouquecido por gols. A defesa, que era um problema, foi arrumada por um ESTIVADOR, e Lúcio na meia-cancha deu muito resultado.

Pois bem: começa o ano, muda a diretoria, e Paulo Odone conseguiu perder em TODOS os aspectos extra-campo até agora. Não é só o caso Ronaldinho e a saída absurda do Jonas: perder um zagueiro titular para o futebol chinês é piada, piada absurda, porque mesmo que Rodolfo – uma decepção para mim, até agora – tenha vindo, Rafael Marques continua na defesa tricolor. E isso é inadmissível em um time que pretende brigar pelo título. O jogo de hoje (ontem?), os últimos jogos, tudo comprova isso. A zaga do Grêmio erra muito, e quase sempre são erros fatais, principalmente quando RM está envolvido no lance. Ele não tem condições de ser titular incontestável de time algum que esteja na disputa pela América.

Mas o aspecto que mais me desconcertou na vitória cruzada sobre foi a completa falta de foco do Grêmio no JOGO. Demorou uns 25 minutos para o time, geralmente bastante PILHADO, entrar em sintonia com o que estava em disputa, e logo depois saiu o primeiro gol chileno. Aí, a atucanação instantânea se transformou em pânico com Borges e com os demais erros. O próprio gol – golaço – do Douglas, no segundo tempo, só surgiu após uma série de erros da Católica, mesmo que o caminho para o empate fosse até certo ponto fácil. E, por isso, não surpreendeu que Pratto fizesse o segundo gol se aproveitando do calcanhar de Aquiles tricolor.

Apesar de tudo, o Grêmio ainda tem chances. Mesmo esgualepado, sem Lúcio, Victor e Borges, e com André Lima ainda no limbo da recuperação. Porque a Católica, apesar de bom time, tem uma defesa PAVOROSA, que proporcionou jogadas perigosas mesmo com a vantagem de um homem. E nunca se pode desconsiderar o histórico de entregas do futebol chileno na Libertadores.

Mas que o resultado de hoje fique de lição para quem tem um compromisso ainda mais enroscado nesta quinta-feira, em um estádio que por si só é símbolo da maior competição da América.

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